Opinião

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Tankard: a maior barriga do metal em ação em Porto Alegre

Posted by Bender on 07 Dec 2007 | Tagged as: Metal, Opinião, Review, Show

Barriga

A barriga do Tankard é grande e muito ativa. Muito. O vocalista deve pesar uns 150 quilos ou mais. Para se ter idéia, um amigo sutilmente apelidado de “Gordo” achou o alemão gordo demais.

E como se movimentava esse gordo! Ficava pulando e correndo, isso quando não estava batendo o microfone no umbigo. Alias, o umbigo merece um parágrafo à parte. É ENORME e quase sempre aparecia por baixo da camiseta. Uma visão do inferno, claro.

Tankard é uma banda diferente. Nunca fez sucesso e praticamente só é lembrado porquê fala de cerveja o tempo inteiro. É, eles são como o “bender do metal”.

Conforto

Os dois maiores clássicos do Tankard são musicas dedicadas à cerveja. “Freibier” (cerveja grátis, em alemão) tem o estiloso refrão “cerveja grátis, cerveja grátis/cerveja grátis para todos”. Não tem como não simpatizar com isso.

Veja a profundidade desta música maravilhosa “se você for morrer, que seja com uma cerveja na mão”. Em inglês é “Die with a beer in your hand”

O segundo mega hit do Tankard é “kings of beers”, uma musica onde a banda explica porquê ninguém deve levá-los à serio. “Só queremos saber de cerveja”. Também não posso discutir com isso.

Alias, por esses dois motivos nem vou falar da musica. basta dizer que a trasheira da banda é sempre divertida, nunca aborrece e não tem nada demais. Por isso que eles falam tanto de cerveja e por isso que eu gostei tanto do show.

OBS: as fotos saíram do site da banda, não do show de Porto Alegre

Nazareth detonou em Porto Alegre (mas quase ninguém viu)

Posted by Bender on 19 Apr 2007 | Tagged as: Nazareth, Opinião, Shows

Foto de divulgação do Nazareth

Sou o Bender, entenda aqui, e fui no show do Nazareth ontem.

O primeiro show desta turnê do Nazareth foi no Opinião, em Porto Alegre, e eu estava lá junto com mais uma pessoas idiotas o bastante de pagar entre R$ 70 e R$ 90 para ver uma banda decadente (ou Lurdinha*, como preferir). Sim, paguei uma grana para ver um bando de veteranos mais velhos que meus pais tocando. Apenas eu e mais 200 pessoas, no máximo, pagamos essa montanha de grana. Pena, um público bom é o melhor incentivo para a produção de mais eventos como esse.

OK, chega de lamentos, vamos ao rock.

Eu sei que a banda não é a mesma sem o Manny Charlton, mas mesmo assim os velhinhos ainda conseguem detonar, pois o grande diferencial da banda - a voz rouca e aguda do vocalista Dan McCafferty - estava lá e isso que importa.

A banda começou a tocar com apenas cinco minutos de atraso, uma rotina saudável que já vem sendo praticada há anos no Opinião. Portanto, nada de noivas no palco.

Aliás, foi um show sem firulas. Só hits e mais hits criados depois de quase 40 anos de estrada. Razamanaz, the Telegram (como nesse vídeo abaixo), Shape of Things e melosa-clássico-da-Itapema Love Hurts, Holyday. Sério, não dava para beber cerveja, tanto era o incentivo para manter-se prestando atenção no palco.

Uma das características do Nazareth, além do vocal diferenciado, é usar bases em uma nota só (sustentanto o G por um bom tempo, por exemplo) e o vocal ir trabalhando em cima, como na fantástica The Telegram, executada perfeitamente na noite de quarta.

Os 200 gatos pingados que estavam lá ouviram e gostaram da velharia roqueira e aplaudiram muito.

Site oficial da banda

* Não conhece o conceito de Lurdinha? Bom, “Lurdinha” seria toda a banda pelo qual nos apaixonamos há muitos anos e hoje ela envelheceu, tu envelheceu e a paixão que existia vive melhor na memória. Bom, o Doni é um romântico e disse que não iria num show do Led Zeppelin hoje em dia porque aquela banda simplesmente não existe mais assim como o fã que se apaixonou por ela também não. Eu iria, tanto que já fui em várias Lurdinhas como Whitesnake, Deep Purple e Judas Priest. Não me arrependo de nenhuma delas.