Eu sempre digo e sempre vou repetir, não interessa se é banda nova, se é daqui ou de fora… tem que ser bom, e a The Name (Sorocaba-SP) e a Lautmusik (POA-RS) são bandas novas e boas, ou seja… vale a pena conferir as 2 bandas.
Melhor ainda seria poder ver e ouvir ao vivo, não é? Então não aranha e vai no show das duas bandas no dia 01/06/07, no Garagem Hermética em Porto Alegre!
Ah, vale ressaltar que a The Name faz o seu 1º show no estado e a Lautmusik vai estar lançando músicas novas.
Por enquanto é isso.
[]’s
Rodrigo
PS.: Dia 02/06 é a vez de Novo Hamburgo receber a The Name, desta vez acompanhada dos portoalegrenses da Tom Enola (Krautrock) e da Deus e o Diabo.
Discotecagem até amanhecer com o DJ Marcelo Cavalera e a estréia de Gabi Tellini (Lover’s Rock) nas picks ups do Pop Cult.
Ingresso: R$ 7.
Você já ouviu falar em Válvula de Escape? Não estou falando de uma saída aos problemas da vida, mas de uma banda de Gramado aqui no Rio Grande do Sul… aliás, que safra legal de bandas de rock que estão surgindo na Serra!
Voltando à Valvula de Escape, recebi um e-mail divulgação da banda e resolvi dar aqui a minha opinião sobre o que eu ouvi, as músicas “Boas Novas” e “A Praia”.
Achei o som afudê, não é um rock furioso ou nervoso, é um rock de letras “românticas” e melodias bem interessantes com um grande potencial… digamos que tem que dar uma lapidada na pedra.
Acho que o vocal é bom, tá no caminho e sabe o que está fazendo, mas parece que faltou ânimo na hora de gravar “nas ganha”.
Outro detalhe importantíssimo é a produção, que deixou e muito a desejar (acho que eles gravaram agora e isso pode ser irritante de ler, mas me obrigo a escrever).
Tenho um amigo que um dia me disse:
-”Cara, banda nova tem que investir em no máximo duas músicas, muito bem gravadas e produzidas.”
Eu faço minhas as palavras dele, e até acho que se a produção fosse melhor, meu texto poderia ser bem diferente.
Ah, também pesaria as guitarras um pouco mais, pode fazer a diferença.
Simplifico tudo isso em:
Ouça a Válvula de Escape e forme a sua opinião. Eu particularmente recomendo, ressalto que vejo na banda muito potencial e os detalhes que eu citei são apenas detalhes mesmo, coisa pontual e fácil de ser corrigida.
Não vou me surpreender se num futuro próximo ouvir o som dos caras nas rádios daqui.
Essa histórinha aconteceu comigo há alguns anos atrás.
O Raimundos era merecidamente a melhor e maior banda brasileira de rock, um disco melhor que o outro, sendo que o último, “Só no Forevis” era uma obra-prima. Correram o Brasil com a tour do álbum, lotando vários shows que eram extensos, com um set de mais ou menos 30 músicas, mas que ao fim do show parecia que tinham sido umas 10… isso só pra passar a idéia do quanto eram bons os shows do Raimundos.
Eu fui no show aqui em Novo Hamburgo, aberto pelo competente Charles Master em sua carreira-solo (que tempo bom… que não volta nunca mais) e foi um showzaço como eu esperava… Fred descendo a lenha na bateria, Canisso sempre simples mas muito preciso, Digão (meu Guitar-Hero local) solando bonito e fazendo aquela segunda voz afudê pro Rodolfo que cantava com uma vontade de dar inveja a muita banda de garagem.
No dia seguinte fui trabalhar e como na época eu era office-boy, tive que ir em alguns locais perto do Shopping da cidade, lógico que como bom adolescente que eu era, fui dar “aquela banda” pelo shopping e no que eu entrei já vi na minha frente, em carne e osso o Digão dos Raimundos.
Não pensei duas vezes e contido, me aproximei lentamente dele, que estava em pé no balcão do supermercado pedindo um pão de queijo e um café com leite para o seu café da manhã.
Como ele só estava pedindo e não comendo, puxei conversa, dizendo que era um grande fã dele e da banda, que tinha curtido muito o show apesar da péssima acústica do lugar (sim, naquela época eu já era metido a dar opinião), que tinha todos os discos dos Raimundos e que queria o autógrafo dele.
Enquanto eu falava ele me olhava de cima-abaixo, virava o rosto pro outro lado e chegou a se afastar de mim no balcão indo para o outro canto.
No fim, após se mostrar um grande cuzão ele me deu o maldito autógrafo que eu fiz questão de ao sair do shopping jogar na primeira lata de lixo que vi.
Esse episódio me marcou, me fez rir quando o Raimundos acabou porque o Digão sem o Rodolfo era aquilo que a gente viu… Kavookavala.
Porém no final desse mesmo ano acabei encontrando o Canisso em Camboriu-SC, mesma moral, ele estava numa casa natural e foi muito gentil e atencioso comigo… o que me fez gostar mais ainda do Raimundos, lógico que não do Digão, esse perdeu um fã pra sempre.
Voltei…
Essa semana recebi um e-mail de uma banda de Sorocaba, São Paulo, tipo, os caras vem tocar no RS em junho e tão divulgando e convidando pros shows. Até aí nada de anormal, o detalhe foi quando entrei no My Space dos caras e ouvi as músicas… bah, fodaço o som, acho que fazia tempo que eu não ouvia um primeiro EP de uma banda tão competente.
Hoje em dia tá rolando meio que um movimento anos 80 “revigorado”, bandas tentando trazer o som daquela época pros dias de hoje, sempre investindo numa nova roupagem… o grande lance é que poucas bandas estão conseguindo fazer isso com qualidade e a The Name conseguiu.
Me arrisco a dizer que se você ouvir as músicas sem saber de onde é a banda vai achar que é la do meio da Inglaterra.
Sim, as letras são em inglês… mas isso só vai dificultar as coisas um pouco pra eles quanto à gravadoras e rádios, pra quem gosta de rock como eu, pode ser até em aramaico que eu vou gostar igual.
Até comentei isso na breve troca de e-mails com o André Santos, vocalista e guitarrista da The Name, e a resposta dele é simples e tem a moral de quem sabe onde quer chegar:
“É estamos tentando fazer o máximo por aki, mas no fundo nossa idéia é ir pro exterior mais pra frente, se tudo der certo… Mas são idéias! Por hora ainda queremos tocar bastante em terras tupiniquins! Rsrsrs!”
Enfim… vale a pena conhecer a banda e lógico, comparecer nos shows que irão rolar em POA e Novo Hamburgo no início de junho.
POA - 01.06.2007
Local: Garagem Hermética (Rua Barros Cassal, 386)
Horário: 22h
Ingressos: Sem preço definido ainda
Novo Hamburgo - 02.06.2007
Local: Pop Cult (Av. Pedro Adams Filho, 4258)
Horário: 22h
Ingressos: R$ 10,00
Sou o Bender, entenda aqui, e fui no show do Nazareth ontem.
O primeiro show desta turnê do Nazareth foi no Opinião, em Porto Alegre, e eu estava lá junto com mais uma pessoas idiotas o bastante de pagar entre R$ 70 e R$ 90 para ver uma banda decadente (ou Lurdinha*, como preferir). Sim, paguei uma grana para ver um bando de veteranos mais velhos que meus pais tocando. Apenas eu e mais 200 pessoas, no máximo, pagamos essa montanha de grana. Pena, um público bom é o melhor incentivo para a produção de mais eventos como esse.
OK, chega de lamentos, vamos ao rock.
Eu sei que a banda não é a mesma sem o Manny Charlton, mas mesmo assim os velhinhos ainda conseguem detonar, pois o grande diferencial da banda - a voz rouca e aguda do vocalista Dan McCafferty - estava lá e isso que importa.
A banda começou a tocar com apenas cinco minutos de atraso, uma rotina saudável que já vem sendo praticada há anos no Opinião. Portanto, nada de noivas no palco.
Aliás, foi um show sem firulas. Só hits e mais hits criados depois de quase 40 anos de estrada. Razamanaz, the Telegram (como nesse vídeo abaixo), Shape of Things e melosa-clássico-da-Itapema Love Hurts, Holyday. Sério, não dava para beber cerveja, tanto era o incentivo para manter-se prestando atenção no palco.
Uma das características do Nazareth, além do vocal diferenciado, é usar bases em uma nota só (sustentanto o G por um bom tempo, por exemplo) e o vocal ir trabalhando em cima, como na fantástica The Telegram, executada perfeitamente na noite de quarta.
Os 200 gatos pingados que estavam lá ouviram e gostaram da velharia roqueira e aplaudiram muito.
* Não conhece o conceito de Lurdinha? Bom, “Lurdinha” seria toda a banda pelo qual nos apaixonamos há muitos anos e hoje ela envelheceu, tu envelheceu e a paixão que existia vive melhor na memória. Bom, o Doni é um romântico e disse que não iria num show do Led Zeppelin hoje em dia porque aquela banda simplesmente não existe mais assim como o fã que se apaixonou por ela também não. Eu iria, tanto que já fui em várias Lurdinhas como Whitesnake, Deep Purple e Judas Priest. Não me arrependo de nenhuma delas.
Posted by Rodrigo on 09 Apr 2007 | Tagged as: Geral
Chega um momento em que todo mundo tem que repensar um ponto de vista, seja para alguma questão de fundamental importância para a nossa vida, ou ainda para uma questão mais corriqueira… coisa de dia-a-dia.
No meu caso eu chamei a atenção de algumas pessoas ao “reclamar” do lançamento de um novo disco ao vivo do Nenhum de Nós, recebi uma réplica interessante a qual destaquei acompanhada da minha tréplica aqui. Note que na minha tréplica eu cito como exemplo de bandas-chave do nosso estado que “deveriam” lançar materiais inéditos e de qualidade o próprio Nenhum de Nós e os Engenheiros do Havaii.
Aí estou navegando hoje, buscando alguma notícia relevante para postar aqui e me deparo com uma notícia no Rock Press informando a gravação de mais um cd (e dvd) acústico dos Engenheiros do Havaii (o primeiro foi em 2004) em São Paulo nos dias 30 e 31 de maio…
Como eu sou um cara normal (sim, eu acho que sou), parei, pensei e me perguntei:
- Será que eu estou errado?
- O que eu vou dizer?
- Vou escrever mais uma vez reclamando, desta vez dos Engenheiros?
- Será que 2 acústicos é normal?
- Será que eu não estou sendo injusto com essas bandas que já estão há tantos anos na estrada fazendo rock?
- Será que o excesso de acústicos não está fazendo mal ao rock que aprendi a gostar?
- Será que o público do rock gosta tanto assim de violão?
Posted by Rodrigo on 04 Apr 2007 | Tagged as: Shows
Finalmente uma boa notícia aos gaúchos que curtem o rock, os Mutantes virão ao RS.
Dia 26 de maio eles tocam no Teatro do Sesi em POA, mas agora com a “Grozelha Duncan” nos vocais ao invés da grande “Irritali”.
Por enquanto de oficial é só isso, quando rolar o horário, os valores e tal eu edito esse post.
Local: Teatro do Sesi
Federação das Indústrias do Estado (Fiergs)
Avenida Assis Brasil, 8787
Sarandi - Porto Alegre
Telefone: 0800-518555
Horário: 26/05/2007 - Sábado, às 21h
Preço: R$ 120 (platéia baixa), R$ 100 (platéia alta) e R$ 80 (mezanino)
Os ingressos estarão disponíveis a partir de 23 de abril na Telentrega 51 3231 4142 (segunda a sexta 9h às 12h e das 14h às 19h)
Posted by Rodrigo on 04 Apr 2007 | Tagged as: Shows
Sim, ele parece ter servido bolinhos na santa ceia, ele parece ter caído diretamente do céu de cara nas britas, seu nome é Serguei.
O cara é uma lenda do rock brasileiro, nem tanto pela música, mas pelos “pegas” que ele jura ter dado na Janis Joplin, seus encontros com Jimi Hendrix e Jim Morrison e a mais do que clássica relação sexual com árvores.
Serguei é um roqueiro, mantém um museu dedicado ao rock na sua casa chamado de “Templo do Rock” e ainda faz rock aos 74 anos de idade.
Para ver a lenda em ação:
Dr. Jekyll Bar (Travessa do Carmo, 76)
Cidade Baixa - Porto Alegre
Telefone(s): (51) 3226-4751
Horário: 04/04/2007 - HOJE, às 22h
Preço: 10 pilinhas